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Alberto da Costa e Silva considerava-se piauiense, embora tenha nascido em São Paulo, em 1931, passado a infância em Fortaleza e a juventude no Rio de Janeiro, onde faleceu em 2023. Desde adolescente cultivou duas paixões: a poesia e a história do continente africano. Foi membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) e lançou vários volumes de poemas, memórias, ensaios, história e antologias. Pela Nova Fronteira, publicou Poemas reunidos, Espelho do príncipe e Invenção do desenho, ambos de memórias; A enxada e a lança: a África antes dos portugueses; A manilha e o libambo: a África e a escravidão, de 1500 a 1700; Um rio chamado Atlântico: a África no Brasil e o Brasil na África; Francisco Félix de Souza, mercador de escravos; Das mãos do oleiro: aproximações; A África e os africanos na história e nos mitos; e dois livros para jovens, Um passeio pela África e A África explicada aos meus filhos. Sua extensa obra lhe valeu, entre outros, os prêmios Juca Pato de Intelectual do Ano, em 2003, e o Camões, em 2014. Diplomata de carreira, serviu em Portugal, Venezuela, Estados Unidos, Espanha, Itália, Nigéria, Benim, Colômbia e Paraguai, tendo viajado por 15 países africanos. Por seu trabalho de aproximação entre o Brasil e a África, recebeu o título de doutor honoris causa pela Universidade Obafemi Awolowo, de Ifé, na Nigéria (1986).
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