Lisboa guarda memórias que não pertencem a ninguém - e que insistem em voltar.
Elena gere uma galeria no Chiado e acorda todas as manhãs com as mãos abertas e um sonho que nunca completa. Quando Lucas atravessa a porta pela primeira vez, ela reconhece-o antes de o conhecer. Não o rosto. Qualquer coisa mais funda. Uma cicatriz no lugar errado. Um silêncio que ela já conhece.
A cem anos de distância, em Lisboa de 1908, Leonor e Tomás viveram o que Elena e Lucas ainda não sabem que estão a repetir.
Inspirado na música de Isgaard. Para quem já sentiu que conhece alguém que nunca viu antes.
Alguns amores precisam de duas vidas para aprender a ficar.