Este volume reúne duas quaestiones disputatae de Santo Tomás: uma so
bre a imortalidade da alma, outra sobre a razão bipartida em superior e
inferior. Num caso como no outro, em meio a tantas asserções e objeções
abstratas, o Santo Doutor nunca perde de vista a mais concreta experiência
humana: a de que somos todos feitos de espírito, mas também de carne;
de que algo em nós é imortal, sendo o corpo mortal. Por isso também,
dizia ele, sem antes descer ao chão rasteiro das coisas (razão inferior), o
homem não pode subir ao céu dos princípios (razão superior): "Nada há
no intelecto sem que primeiro esteja nos sentidos" (De veritate, q. 2, a. 3).