"O prazer não é mau. Não é um lapso, um esquecimento temporário do caminho correto pelo qual, de repente, passamos. Não trunca tudo, não é um pular de linhas. É condição humana, instrumento para elevação do homem de sua aparente (mas mentirosa, já lhes digo!) condição temporal. Santo Tomás sabe disso. Percebemos neste escrito do Doutor Angélico que o prazer vai além de seu significado de agora, mui além de sua limitação - quiçá um escrutínio vital. Porque, tomado como um efeito da felicidade, é ele - e somente ele - que promove um caminho entre as lágrimas compridas (de desespero?) e o sorriso falho (do humilde!). Após superarmos o mero prazer da ludicidade e de atravancarmos luta contra o deleite restrito dos desejos físicos, passamos longe da estupidez, e não mais nos falta coragem de amparar o irmão, jogado no ostracismo. O prazer honesto, portanto, é alegria". - TIAGO TONDINELLI